Testemunho da minha primeira confissão:
Lembro-me, como hoje, do dia em que fui me
confessar. Ao meu lado, todos os que iriam ser crismados, o nervosismo em saber
como seria essa experiência pela primeira vez. A preocupação em pensar no que
eu iria falar, em como o pároco iria interpretar, fugiam do real sentido do que
iria acontecer, talvez pelo meu lado humano falar mais alto naquele momento.
Chegando a minha vez, senti inicialmente um clima de receptividade muito boa
por parte do pároco, um sentimento de paz e harmonia me envolvia. Comecei
falando de algumas coisas que pouco me incomodavam, mas comecei a adentrar em
assuntos mais complexos. No pároco, encontrei palavras firmes, mas
aconchegantes, algo difícil de explicar. A cada palavra dito por mim, mais leve
eu me sentia. Ao final, recebi o perdão e minha penitência. Ao sair, achava que
tinha passado poucos minutos, mas já tinham se passado quase uma hora. Algumas
pessoas falavam comigo, porém, apesar de ouvi-las, minha alma feliz, só me
guiava para, diante de Jesus, me ajoelhar e rezar. Nesse momento, comecei a
sentir em mim uma alegria enorme, sorria, mesmo sem sorrir. Conversava com
alguns amigos sorrindo, tocava meu rosto e percebi que, quem sorria, era a
minha alma e não o meu corpo.
Uma confissão deve ser plena, sem medos, sem
preconceitos. Ninguém irá te julgar, pois você é o filho(a) amado de Deus. Ele
te ama e quer te perdoar. Algumas pessoas dizem: “minha confissão é diretamente
com Deus”. Pode ter certeza de uma coisa, nenhuma vez que pedi perdão a Deus
pelos meus pecados, aqueles mais profundos e sérios, me senti tão aliviado.

É assim mesmo que nos sentimos, quando fazemos a confissão de coração.
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